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Do Hub ao Switch: A Evolução das Redes Locais

Hub antigo com cabos e luzes piscando
Hub antigo usado em redes locais nos anos 90


Antes da internet rápida e dos roteadores inteligentes, existia um pequeno herói silencioso nas redes locais: o hub. Se você viveu os anos 90 ou início dos 2000, talvez lembre daquele caixotinho cheio de cabos, piscando luzes verdes e amarelas embaixo da mesa do escritório ou da escola. Era muito comum na época — e, para muitos, foi o primeiro contato com o mundo das redes de computadores.

O hub foi essencial para conectar máquinas em uma mesma rede, permitindo que arquivos, impressoras e até jogos em LAN fossem compartilhados. Hoje virou pura nostalgia, mas sua importância histórica é inegável.

Origem e história

O conceito de hub surgiu nos anos 1980, quando as redes locais (LANs) começaram a se popularizar. Fabricantes como 3Com e Cisco lançaram os primeiros modelos comerciais, usados principalmente em ambientes corporativos. No Brasil, eles começaram a aparecer com mais força nos anos 90, junto com o boom dos computadores pessoais e das pequenas redes domésticas.

Naquela época, montar uma rede era quase um ritual: cabos coaxiais ou Ethernet, conectores RJ-45, e o hub no centro, distribuindo o sinal para todos os computadores. Quem viveu essa fase dificilmente esquece o som dos cliques dos cabos sendo encaixados e as luzinhas piscando como se fossem o coração da rede.

Período de maior popularidade

Entre meados dos anos 90 e início dos 2000, o hub reinou absoluto nas pequenas redes. Escritórios, escolas e até lan houses dependiam dele para conectar várias máquinas. Era o centro nervoso da comunicação local.

Você lembra disso? Aqueles tempos em que jogar Counter-Strike ou compartilhar arquivos via rede era uma aventura tecnológica. O hub era simples, barato e fazia o trabalho — mesmo com suas limitações.

Características e funcionamento

O hub funcionava como um distribuidor de sinal. Ele recebia dados de um computador e enviava para todos os outros conectados, sem distinguir quem realmente precisava daquela informação. Em termos técnicos, ele operava na camada física do modelo OSI.

Isso significava que, se dez computadores estivessem conectados, todos receberiam os mesmos pacotes de dados — mesmo que apenas um fosse o destinatário. O resultado? Colisões de dados, lentidão e gargalos na rede. Mas, para a época, era o suficiente.

Era muito comum na época ver hubs com 8 ou 16 portas, geralmente com luzes indicadoras de atividade e energia. Alguns modelos mais antigos tinham até conectores BNC para redes coaxiais, antes do padrão Ethernet dominar.

Curiosidades

Muitos hubs antigos tinham uma porta chamada Uplink, usada para conectar outro hub e expandir a rede.

Alguns modelos vinham com suporte a 10 Mbps, o que hoje parece ridículo, mas era o padrão ouro nos anos 90.

Em lan houses brasileiras, o hub era o coração da diversão — sem ele, não havia jogo em rede.

O termo “hub” acabou sendo usado de forma genérica para qualquer ponto central de conexão, inclusive em contextos modernos como “USB hub”.

Declínio ou substituição

Com o avanço da tecnologia, o hub começou a perder espaço para o switch, que surgiu como uma versão inteligente do mesmo conceito. Diferente do hub, o switch identifica o destinatário dos dados e envia apenas para ele, evitando colisões e melhorando o desempenho.

A transição foi rápida: por volta de 2005, os switches já dominavam o mercado, oferecendo velocidades de 100 Mbps e depois 1 Gbps. O hub, então, foi relegado ao passado — uma peça de museu da era da internet discada.

Hoje, se você encontrar um hub em algum canto de escritório antigo, ele provavelmente está coberto de poeira, mas ainda desperta um certo carinho. Afinal, foi ele quem permitiu que as primeiras redes domésticas e corporativas funcionassem.

Conclusão

O hub pode parecer uma relíquia tecnológica, mas foi um marco na história da conectividade. Sem ele, talvez a popularização das redes locais tivesse demorado mais. Ele foi o elo entre o isolamento dos computadores e a comunicação em rede que hoje consideramos natural.

Quem viveu essa fase dificilmente esquece — as luzes piscando, os cabos emaranhados e a sensação de estar “conectado”. Hoje virou pura nostalgia, mas também um lembrete de como a tecnologia evolui rápido.

E você, lembra disso?

Se bateu aquela nostalgia, aproveite para explorar outros conteúdos aqui do blog. Tem muita história interessante escondida em objetos simples do passado.

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