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| Embalagem tipo “travesseiro” usada como shampoo nos anos 70 |
Se você viveu os anos 60 ou 70, talvez se lembre de uma embalagem curiosa, pequena e macia, que parecia mais um travesseirinho do que um produto de higiene. Era o chamado shampoo “almofada” ou “travesseiro”, como muita gente dizia.
Não tinha frasco, não tinha tampa. Era só apertar, rasgar e usar.
Hoje, quase ninguém fala dele. Mas para muita gente, era muito comum na época, principalmente para quem precisava de algo prático e barato no dia a dia.
Origem e história
A ideia desse tipo de embalagem não nasceu exatamente no Brasil. Esse formato — um pequeno sachê selado com líquido dentro — já era utilizado em outros países desde meados do século XX, principalmente na Europa e na América Latina.
Produtos como o espanhol “Vanart Hierbas”, por exemplo, mostram que esse tipo de embalagem já existia lá fora com certa popularidade.
Embora pouco documentado no Brasil, há evidências de que shampoos nesse formato já eram produzidos desde os anos 1950 em países como México, o que reforça a memória de quem usou versões semelhantes por aqui.
No Brasil, tudo indica que esses shampoos chegaram de forma meio “discreta”:
possivelmente importados
ou produzidos localmente sem grande registro publicitário
muitas vezes vendidos em mercados pequenos ou farmácias
Por isso, hoje é difícil encontrar provas documentais. Mas a memória de quem usou é forte — e consistente.
Quem viveu essa fase dificilmente esquece.
Período de maior popularidade
Esse tipo de shampoo parece ter sido mais comum entre os anos 60 e 70.
Era uma época em que:
o consumo estava crescendo
produtos de higiene começavam a se popularizar mais
e o acesso precisava ser barato e prático
O shampoo “almofadinha” se encaixava perfeitamente nisso.
Principalmente versões como a de limão — muito associadas a cabelos oleosos — eram bastante usadas. Aquela sensação de frescor, o cheiro cítrico… tudo isso ficou gravado na memória de muita gente.
Era aquele tipo de coisa simples, mas marcante.
Hoje virou pura nostalgia.
Características e funcionamento
O funcionamento era direto, sem mistério:
uma embalagem plástica selada nas bordas
formato de pequena almofada
dose única de shampoo dentro
líquido geralmente mais ralo
muitas vezes com cor levemente esverdeada ou amarelada
Para usar, era só:
rasgar a ponta
apertar
aplicar no cabelo
Sem tampa, sem desperdício, sem complicação.
Era prático, barato e fácil de carregar.
Perfeito para a rotina simples da época.
Curiosidades
Esse pequeno objeto guarda algumas curiosidades interessantes:
📌 Não tinha marca forte na memória
Muita gente lembra do produto, mas não do nome. Isso mostra como ele circulava mais no uso do que na propaganda.
📌 Podia ser vendido avulsoDiferente dos frascos, você podia comprar só uma unidade.
📌 Versões com “ingredientes naturais”
Limão, ervas, flores… já existia essa ideia de cuidado específico, mesmo naquela época.
📌 Muito parecido com produtos estrangeiros
Isso reforça a teoria de que pode ter sido importado ou inspirado diretamente em modelos de fora.
📌 Pouca documentação histórica
Como era descartável, quase ninguém guardava. Por isso virou um “fantasma” da memória coletiva.
Você lembra disso?
Declínio ou substituição
Com o passar do tempo, esse tipo de embalagem foi desaparecendo.
Alguns fatores ajudaram nisso:
o crescimento das grandes marcas
a popularização dos frascos plásticos
o marketing mais forte nas prateleiras
a busca por produtos “mais duráveis”
Shampoos como os de garrafa passaram a dominar completamente o mercado.
Mais tarde, os sachês até voltaram — mas com outro propósito:
amostras grátis
embalagens promocionais
uso em hotéis
Ou seja, o formato sobreviveu… mas o conceito original ficou no passado.
Conclusão
O shampoo “travesseiro” ou “almofada” é um daqueles pequenos detalhes da vida que acabam se perdendo no tempo, mas continuam vivos na memória.
Simples, prático e acessível, ele representava uma época em que as coisas eram mais diretas — sem excesso, sem complicação.
Era muito comum na época, mas hoje quase ninguém vê mais.
Ainda assim, basta um cheiro de limão ou uma imagem parecida para tudo voltar à tona.
Quem viveu essa fase dificilmente esquece.
E você, lembra disso?
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