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Você Lembra? As Sacolas de Macramê dos Anos 70

 

Sacola de macramê azul com garrafa térmica preta dos anos 70
Sacola de macramê com garrafa térmica retrô, símbolo dos anos 70 e 80


Antes das garrafas térmicas ultramodernas, havia um charme simples nas coisas do dia a dia. Se você viveu os anos 70 ou 80, talvez se lembre daquela sacola de macramê pendurada no braço, carregando uma garrafa térmica robusta — companheira fiel de piqueniques, viagens e tardes de trabalho. Era muito comum na época ver essas peças artesanais, feitas à mão, que uniam praticidade e estilo.

Origem e história

O macramê é uma técnica de tecelagem manual que utiliza nós para criar padrões e texturas. Sua origem remonta ao Oriente Médio, mas foi trazida para o Brasil por influência europeia e ganhou força nas décadas de 1970 e 1980, quando o artesanato viveu um verdadeiro boom. As sacolas de macramê se tornaram populares como símbolo de criatividade e sustentabilidade — antes mesmo de esses termos virarem moda.

A garrafa térmica, por sua vez, tem uma história mais antiga. Inventada no final do século XIX, ela chegou ao Brasil como item de luxo e, com o tempo, se popularizou. Nos anos 70 e 80, era comum ver modelos cilíndricos, geralmente em cores sólidas como marrom, preto ou verde-oliva, com tampas metálicas ou plásticas. Muitas famílias tinham uma dessas na cozinha ou levavam para o trabalho, sempre dentro de uma sacola de macramê feita sob medida.

Período de maior popularidade

Durante as décadas de 1970 e 1980, o macramê virou febre. Além das sacolas, era usado em cortinas, painéis decorativos e até em roupas. A sacola de macramê com garrafa térmica era um ícone de praticidade e estilo. Quem viveu essa fase dificilmente esquece o ritual de preparar o café, colocar na garrafa e sair com ela pendurada no braço — pronta para enfrentar o dia.

Era muito comum na época ver essas sacolas em feiras de artesanato, mercados locais e até nas praias. Elas representavam um estilo de vida mais simples, em que o feito à mão tinha valor e o tempo parecia correr mais devagar.

Características e funcionamento

A sacola de macramê era feita com fios de algodão, nylon ou sisal, trançados em nós que formavam uma rede resistente. O design permitia que objetos cilíndricos, como garrafas térmicas, se encaixassem perfeitamente. A garrafa térmica, por sua vez, funcionava com isolamento a vácuo — mantendo líquidos quentes ou frios por horas. Era o tipo de tecnologia que parecia mágica na época.

Essas garrafas eram robustas, pesadas e duráveis. Muitas tinham alças laterais e tampas que serviam como copos. O som do clique da tampa e o aroma do café quente são lembranças que ainda despertam nostalgia em muita gente.

Curiosidades

Algumas sacolas de macramê eram personalizadas com cores e padrões únicos, refletindo a personalidade de quem as fazia.

O macramê era ensinado em escolas e cursos de artesanato, especialmente para mulheres, como forma de renda extra.

Em algumas regiões do Brasil, essas sacolas eram chamadas de “bolsas de nó” ou “redinhas de garrafa”.

A garrafa térmica era item obrigatório em viagens de ônibus — sempre acompanhada de pão caseiro e bolo simples.

Hoje virou pura nostalgia: há quem colecione garrafas térmicas antigas e até recrie sacolas de macramê como peças decorativas retrô.

Declínio ou substituição

Com o avanço da tecnologia e a chegada de novos materiais, as garrafas térmicas ganharam design moderno e leveza. As sacolas de macramê foram substituídas por bolsas de tecido sintético ou mochilas. O artesanato perdeu espaço para a produção industrial, e o macramê ficou restrito a nichos decorativos.

Mas, nos últimos anos, há um movimento de resgate. A estética retrô e o interesse por sustentabilidade trouxeram o macramê de volta — agora como símbolo de estilo consciente. E as garrafas térmicas antigas, com seu charme vintage, voltaram a ser valorizadas por colecionadores e amantes do design clássico.

Conclusão

A sacola de macramê com garrafa térmica dos anos 70 e 80 é mais do que um objeto — é um pedaço da memória afetiva brasileira. Representa um tempo em que o artesanal tinha valor, o café era preparado com calma e o cotidiano era vivido com simplicidade. Quem viveu essa fase dificilmente esquece.

E você, lembra disso?

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