1. O Início: De Importada a Nacional (1971 - 1976)
Embora a Honda tenha começado a importar motos para o Brasil em 1971, a grande revolução aconteceu em 1976. Foi nesse ano que a Honda inaugurou sua fábrica em Manaus e saiu da linha de montagem a primeira CG 125 nacional. O modelo da foto, com seu design clássico e tanque arredondado, é o marco zero dessa trajetória.
2. A Mecânica da Confiança: O Motor OHV
O que fez a fama da CG 125 foi a sua robustez lendária. Equipada com um motor de quatro tempos e comando por varetas (OHV), ela era econômica, fácil de consertar e aguentava o tranco do dia a dia. Diferente das motos dois tempos da época, que exigiam mistura de óleo na gasolina, a CG era "limpa" e confiável — o que lhe rendeu o apelido de "Tanque de Guerra" sobre duas rodas.
3. A Evolução da "Bolinha" (Anos 70 e 80)
As primeiras gerações, conhecidas carinhosamente como "CG Bolinha" devido ao farol e painel arredondados, tornaram-se o sonho de consumo dos jovens e a ferramenta de trabalho preferida. Com seu câmbio de quatro marchas (todas para baixo!), ela ensinou gerações de motociclistas a pilotar. Era a moto da autoescola, do passeio de domingo e das primeiras entregas.
4. Um Legado que Não Para
A CG 125 não apenas abriu o mercado, ela o dominou. Ao longo das décadas, ela evoluiu, ganhou ignição eletrônica, freio a disco e motores mais potentes, mas nunca perdeu sua essência de ser uma moto acessível e pau para toda obra. Ela é, até hoje, o veículo mais vendido da história do Brasil.
Para nós, entusiastas do mundo analógico e da história da nossa indústria, a CG 125 original é uma relíquia. Ela representa o início de uma era onde a mobilidade se tornou democrática e o vento no rosto passou a fazer parte do cotidiano do trabalhador brasileiro.
