Época: Auge entre o século XIX e meados do século XX, tornando-se uma relíquia de família nas décadas seguintes.
"Houve um tempo em que as horas não eram apenas números digitais num ecrã frio, mas sim o pulsar vivo de engrenagens e rubis. O relógio de bolso, protegido por uma caixa de prata ou ouro e preso por uma corrente ao colete, era o símbolo máximo da pontualidade e da herança. O ritual de abrir a tampa com um clique seco, sentir o peso do metal na palma da mão e ouvir o tic-tac rítmico era uma experiência quase sagrada. Consultar as horas era um ato de presença, uma pausa para apreciar a mecânica perfeita que nos ligava ao fluxo do dia. Hoje, estas peças guardam mais do que minutos; guardam a história de pais e avós que sabiam que o tempo, para ser bem vivido, precisava de ser respeitado e, por vezes, dado à corda."
O que substitui hoje: Smartwatches, telemóveis e relógios de pulso de quartzo.
